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ELTON MELLO ESTEVAM analisa obra literária de Victorio Codo

Breve análise da obra

“Da Montanha ao Pantanal”

Elton Mello Estevam (*)


De leitura suave e instigante, o livro de Victorio Codo evita cantilenas obsoletas e digressões inoportunas, transportando o leitor a uma atmosfera de intimidade com o autor, mesmo aqueles que não o conhecem. Além do mais, são verdadeiras aulas de geografia, biologia, cultura geral e, por que não, filosofia. Sim, a obra apresenta-se indiretamente filosófica no sentido de que instiga o leitor a uma reflexão sobre a sua condição e a dos demais ditos civilizados. Com efeito, a agradável leitura de mais essa bela produção literária, enveredando-se pela cultura indígena e cabocla, nos convida a refletir sobre os nossos próprios hábitos e costumes que, vistos sob a ótica do controle social, ilusoriamente nos afiguram os únicos possíveis.

No tocante à estrutura da obra, percebe-se que é produto de um escritor experiente e arguto, de espírito vivo, engenhoso, talentoso, perspicaz, sutil, que não se contenta com a simples narrativa do fato. Procura, antes, explicar as causas dos fenômenos relatados, sem, contudo, cair na amargura tediosa que abarcam muitas pesquisas que se tornam extensas demais. Destarte, o autor é breve e agradável nas suas explicações científicas e/ou históricas, enriquecendo ainda mais a obra, que transcende à narrativa casual. Parece-me, outrossim, que ele assimilou bem a lição de Graciliano Ramos: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”.

Os fatos relatados são de singular curiosidade. Curiosidade esta que prende o leitor do início ao fim do livro, em um original e real suspense que não o permite levantar para ir pegar um copo d’água, sem antes completar a leitura do capítulo! De resto, com o término da leitura de “Da Montanha ao Pantanal” fica aquele gostinho na alma satisfeita, que só irá se dissipar ao sabor do vento e das horas...


(*) ELTON MELLO ESTEVAM é ubaense, 19 anos, universitário. É autor de Don Juan e o oráculo de Zeus, obra de ficção mitológica, realismo fantástico, em prosa, com comentário de Marum Alexander e Cláudio Estevam. Em Antologia, seu segundo livro, também edição do autor, Elton brinda o leitor com seus contos e textos filosóficos, que induzem a reflexão sobre o tema Ideologia. O jovem escritor tem diversos trabalhos, em prosa e em verso, publicados na internet e em periódicos locais. Interrompeu a produção do seu terceiro livro, Guia Pessoal Conhecimento do Mundo. Sobre Deus e o Diabo (teatro), que seria o quarto livro do autor, encontra-se em preparação.
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O texto acima foi lido na sessão solene da Aule de 01/12/2006, de lançamento do outro livro de Victorio Codo: A Odisséia da Família Napolitani Codo. O intérprete foi o talentoso garoto, estudante Francisco Brandão Teixeira do Rego.


quarta-feira, 24 de março de 2010

HISTÓRICO DA ACADEMIA UBAENSE DE LETRAS - PARTE III - EXCERTOS

PARTE III
do
HISTÓRICO DA
ACADEMIA UBAENSE DE LETRAS
A PARTIR DA SUA FUNDAÇÃO
(DADOS COLHIDOS DO LIVRO DE ATAS)

(A parte I integrou o libreto Dia-a-dia da Aule – Tomo I;
e a parte II foi publicada no Boletim da Aule n. 3)


Objetivo deste trabalho:
contribuir para o resgate e divulgação da história da
ACADEMIA UBAENSE DE LETRAS
e daqueles que dessa mesma história fizeram parte.

Elaboração:
desde JUL-2006 pelo 1º. secretário da AULE
ANTONIO CARLOS ESTEVAM,
sucessor de Sílvio Braga (professor e escritor)
na cadeira n. 21, cujo patrono é Octávio Braga

Críticas e Sugestões:
academiaubaensedeletras@yahoo.com.br

SEGUE-SE A PARTE III,
LEVANTADA A PARTIR DE 24/10/2006 (DT DA DIGITAÇÃO)

20/07/1991 – 8h – no UTC – (consta como) 49a. Reunião (festiva)
Presid. Clotilde – Secret. Chiquinho Arthidoro – FL 53 DO LIVRO DE ATAS.
Presença de representantes do Armarinho Santo Antonio e Assoc. das Esposas dos Funcionários do Armarinho Santo Antonio. Objetivos:
1) Lançamento do livro Marketing à Brasileira, de autoria de Edmilson Conceição e
História de Ubá para as Escolas, de Clotilde Vieira.
2) Posse dos seguintes novos acadêmicos: Eduardo Alvim Barbosa, tendo como patrono
Prof. Lívio de Castro Carneiro; Rosalvo Braga Soares, patrono Paulino Soares; Vera
Coelho, patrono Major Lázaro Raymundo Gomes; Sílvio Braga, patrono Otávio Braga.
• Apresentadores da cerimônia: Dr. José Lopes Pereira e Elias Coutinho do Nascimento, escritor e poeta. “Num beco dessa cidade, os sapatos de um menino mascate, que ali foi buscar a sobrevivência há mais de 50 anos acabaram marcando a senda de uma nova mercadologia. Zequinha chegou, seu Zequinha ficou”, escreve o autor.
• Após a posse de Eduardo Alvim com o elogio ao respectivo patrono, Vera Coelho foi diplomada como nova acadêmica pelas mãos do empresário Afonso Mendes, que pronunciou expressivas palavras.
• Foi lido o vasto curriculum de Rosalvo Braga, recheado de vitórias alcançadas com grande trabalho. Rosalvo fez o elogio ao seu patrono Paulino Soares, citando-o como músico, fotógrafo, jornalista, dramaturgo e poeta, além de desenhista e caricaturista. Seguiu-se a diplomação de SÍLVIO BRAGA, com a leitura do seu amplo curriculum e exaltação às suas obras. Sílvio Braga agradeceu ao Dr. Floriano pela sua indicação para membro da Aule, fazendo em seguida o elogio ao seu patrono Otávio Braga.
• Dr. José Lopes fez a apresentação da obra História de Ubá para as Escolas, agradecendo ao Asal pelo financiamento da mesma e enaltecendo a cultura da autora com as seguintes palavras: “Duas Histórias, Dois Pensamentos, Um só Sentimento: Ubá”.
• A reunião foi encerrada com a palavra do escritor Edmilson Conceição, elevando a cultura de Ubá, a cidade, e lembrando a personalidade de Seu Zequinha.


16/09/1991 – 50ª. (qüinquagésima) reunião - no Sindicato Rural – finalidade: eleger a diretoria para o biênio 1991-1993.
• Não havendo chapa concorrente, procedeu-se a reeleição da mesma diretoria, composta pelos membros efetivos a saber: Clotilde, presidente; Dr. Floriano, vice; Francisco Arthidoro, 1º.secretário; Marília Crispi, 2ª.secretária; Dr. José Lopes, tesoureiro; Mauro Paulino, bibliotecário.
• Assinaram a ata: De Filippo, Xaxá, Dr. José Lopes, Ibrahim Filho, Mauro Paulino, Fernando Dias Paes, Thomires, Francisco Arthidoro, Marília Crispi, Jacintho Rodrigues e Dr. Floriano.
• Abaixo das assinaturas acima constou que “A chapa oficial foi re-eleita por unanimidade, excetuando-se um voto do Dr. Palmyos para presidente. Foram testemunhas da apuração (assinaturas) Ma. Do Livramento Másala Teodósio, Martha Trajano e Ma. do Carmo Noé.


05/11/1991 - 51ª. Reunião – na residência de Jacintho Rodrigues, virtude hospedado lá o Dr. Ary Gonçalves, em tratamento de saúde.
• Presentes: Clotilde, Dr. Floriano, Dr. José Lopes
• Clotilde e Dr. Ary propuseram para membro representante, e foi aceito por unanimidade, o professor José Schiavo, eminente conferencista sobre a Bíblia, palestrando da próxima sessão, a realizar-se no salão do Sacré Coeur com entrada franca.
• Programado para o dia 22/11/91 a posse do escritor José Lima da Silva, em sessão lítero- musical, no Salão Vermelho do Paço Municipal, com a participação da soprano Ana Coutinho Ferraz.
21/03/1992 – 52ª. Sessão – no Salão do Júri do Fórum – início 19h, em homenagem ao Centenário de Instalação da Comarca de Ubá, com o lançamento do livro “Centenário da Comarca de Ubá”, autora Clotilde Vieira.
• Aconteceu uma série de declamações e apresentações musicais, de autores como Câncio Prazeres, Ural Prazeres, Martins de Oliveira, Arduino Bolívar, Erasmo Furtado de Mendonça e Clotilde. Também de Mário de andrade, Alphonsus de Guimaraens. Participaram Clotilde, Marum Alexander, prof. Batista Caetano de Almeida Neto, do Conservatório de VRB.
• Tomaram assento à mesa o desembargador José Fernandes Filho, De Filippo, Dra. Selma (Juíza de Direito), William Cabral, Saulo Coelho, Desembargadore Lincoln Rocha, Vaz de Melo, Paulo Viana Gonçalves, Rubens Machado lacerda, Deputado Estadual Ibrahim Jacob, o magistrado José Altivo Brandão Teixeira, Dr. Eduardo Rinco e Dr. Petrônio Garcia Leon.
• Usaram da palavra o prefeito municipal De Filippo, o deputado federal Saulo Coelho, Dra. Selma, Dr. Jacson Campomizzi, Dr. José Teixeira Pires, Dr. Márcio Sollero, desembargadores José Loiola e o presid. do Tribunal de justiça José Fernandes Filho. Este descerrou a placa nominativa do Auditório José Campomizzi Filho, ora assim reinaugurado homenageando o saudoso causídico.
• Reunião secretariada, ad hoc, por Agnes Casal Moreira. Assinaram a ata

Data não constante na ata – 54ª. Reunião – Sessão solene de lançamento do livro do neo-acadêmico Dr. João Hélio Silveira Rocha: “A saúde e você”.
• Clotilde discursou dizendo que João Hélio, médico há 30 anos em Nova Friburgo, é “pentaneto” do fundador do município de Ubá. Dr. José Maurício Rocha, vice-prefeito, enalteceu a obra lançada.
• João Hélio recebeu das mãos de Clotilde o diploma de membro efetivo da Aule, tendo por patrono José Campomizzi Filho.


06/08/993 - 55ª. Reunião - no UTC - Sessão Solene de lançamento do livro “SABEDORIA DE A a Z”, de autoria de Iran Jacob e o co-autor Frei Neylor Tonin O.F.M., diretor da Editora Vozes. Só consta da ata que a mesa foi composta pelo escritor “e pessoas gradas da cultura local”. Assinatura única: Clotilde Vieira.


18/07/1995 (é a data que consta) – 56ª. Reunião – na residência da presidente Clotilde Vieira, início 20 horas.
O objetivo foi aprovar o ingresso de dois novos membros efetivos: o médico Carlos Alberto Coelli, poeta lançado pela Academia desde os seus 12 anos de idade com o livro “Infância de um poeta”; e o professor Hélder Carneiro Silveira, teatrólogo pela Escola de Teatro do Rio de Janeiro, autor de várias peças teatrais e diretor. Para patronos foram indicados: Cel. Domiciano Ferreira de Sá e Castro, trisavô de Hélder, vindo de Mariana e radicado em Ubá desde 1850, onde militou na política Liberal, prestando relevantes serviços a Ubá. Para o poeta Dr. Carlos Alberto Coelli, indicou-se o Dr. Camilo de Moura Estevão, fundador do Clube Republicano em 1885, “homem de elevados atributos cívicos e humanitários, que a História administrativa tem relegado ao ostracismo.
Falou-se, nesta reunião, da sistemática ausência dos membros acadêmicos e na constância de uma meia dúzia. “Chego a desanimar com essa falta de apoio, mas o OBJETIVO, a razão de ser da Academia, permanece íntegro e firme: RECUPERAR A MEMÓRIA CULTURAL DO MUNICÍPIO; e lentamente, nesses doze meses de atuação temos lançado as sementes que presentemente dão seus frutos: tanto escrevi no jornal sobre o Capitão Mingote – Domingos Martins Pacheco – que a Câmara Municipal, em sessão-solene, comemorativa do cinqüentenário da Segunda Guerra Mundial, homenageou o Capitão Mingote”, registrou Clotilde, nesta ata.


16/11/1998 – 57ª. Reunião extraordinária – na residência do Dr. Floriano, a 1ª. com ele Presidente.
Objetivo: Determinar os rumos da entidade, agora não tendo mais viva a sua fundadora Clotilde Vieira, falecida em setembro de 1995.
Presentes (sendo que todos os sócios foram convocados por carta do Dr. Floriano): Marília Crispi, Iran, Sílvio Braga, Maria de Loretto, J. Xavier, Hélder Carneiro, Nicéas Azevedo, Maria Alice Gonçalves, Mauro Paulino, Dr. Floriano, sua esposa dona Paula Martins Carneiro Peixoto de Mello, sua filha Eliene. Justificaram a ausência, por escrito: De Filippo e Magda T. Pinto B. Gazolla.
Dr. Floriano, como vice-presidente, informou que realizava a reunião para reacender a chama duma entidade dada por uma emissora de rádio local como “morta e acabada” . Declarou encerrado oficialmente o mandato da antiga diretoria, entregando a documentação da entidade ainda em seu poder. Pediu que não se deixe acabar a Academia, exaltando a pessoa da sua fundadora, a finada Clotilde Vieira. Iran Jacob argüiu os colegas quanto a manter viva a Academia. Apoio unânime, Mauro Paulino sugeriu a formação de um “quatriviratum”, nomes que seriam tirados dentre os presentes à reunião, que funcionaria como diretoria provisória até acontecer uma eleição. Assim, assumiram: Iran – presidente; Marília – vice, Mauro – secretário, e Maria Alice – tesoureira. J. Xavier Gomes apresentou voto de louvor e aplausos ao anfitrião pela iniciativa da reunião. Também pediu aplausos para Sílvio Braga, que se deslocou da capital mineira até Ubá.
Foi proposta uma triagem de novos valores culturais ubaenses para um “Dia da Ressurreição”. Falou-se de mensalidade para os sócios, apresentação de novos associados, imóvel para funcionamento da Casa, mudança de Casa de Antonio Olinto para outro nome a ser escolhido, reapreciação dos atuais estatutos, destino do acervo documental e da biblioteca...
Ma. Alice manifestou o desejo de doar à Aule os livros que pertenceram ao seu pai, o jurisconsulto e saudoso fundador, Dr. Ary Gonçalves. J. Xavier Gomes pediu para constar em ata voto de pesar e saudade à finada Clotilde Vieira, pelo seu exemplar e profícuo trabalho frente à Cultura Ubaense e de outras plagas. Decidiu-se que todos os assuntos registrados nesta ata serão objeto de apreciação detalhada nas próximas reuniões ordinárias, as quais serão oportunamente marcadas pelo presidente interino Iran Jacob.

09/09/2005 – 57ª. Reunião - na CMU
Presentes: Manoel Brandão, Marum Alexander, Xavier Gomes, Ma. Alice e Mauro Paulino, mais os convidados Ana Ma. Vieira de Oliveira, Celso de Moura Estevão, José Cláudio Estevam e o escritor e ensaísta Antonio Carlos Estevam. Justificaram a falta: Evandro Godinho, representado por J. Xavier Gomes; Marília Crispi e Thomires, representadas por Manoel Brandão. Brandão comunicou que numa conversa com Marum, então presidente em exercício da Aule, ficou a par da situação da entidade... Em seguida, Marum usou da palavra para repassar o cargo, sendo recebido, também interinamente, por Brandão. Marum fez a entrega a Manoel do acervo bibliotecário e documental da Aule. Marum expôs os motivos que o levaram a aceitar interinamente, das mãos de Iran Jacob, a presidência da Aule. Disse que atuou especificamente como guardião do acervo por receio de que tudo se perdesse e que para isso recebeu o apoio de José Cláudio Estevam, que abrigou por meses aqueles documentos e livros em seu próprio local de trabalho; que finda a possibilidade de permanência ali daquele material, Marum passou a arcar pessoalmente com o aluguel de um imóvel. Disse mais o repassador do cargo, que, ainda titular da Secretaria Municipal de Cultura, promoveu vários eventos em parceria, sempre no intuito de manter viva a Aule junto à sociedade ubaense; que segundo Iran grande parte da biblioteca da Aule foi cedida, enquanto sob sua guarda, ao antigo Colégio Pitágoras, cuja sucessora incorporou os volumes da Aule ao seu próprio acervo com o nome de Setor Clotilde Vieira, sendo lamentável a perda de obras de diversos escritores ubaenses, membros desta Academia, muitos deles já falecidos e não se encontrando exemplares disponíveis para reposição. J. Xavier Gomes pediu que registrasse voto de louvor em favor de acadêmicos finados como Clotilde, Dr. Floriano e Dr. Ary Gonçalves. Brandão expôs a necessidade de nova reunião com quorum suficiente para aprovação da nova diretoria que, formada provisoriamente pelos presentes a esta reunião, ficou assim composta: Presidente Brandão, Tesoureiro Xavier; secretário Mauro Paulino; os demais cargos ficaram de ser preenchidos por indicação, até que se possa convocar eleição ordinária nos termos do estatuto. Foi colocado ainda: a necessidade de retomar a cobrança de contribuições; realizar sessão solene para breve apresentação da presidência provisória e nova sessão solene para aclamação de novos sócios, possivelmente em 3 de novembro, data em que nasceu a saudosa fundadora Clotilde.


22/10/2005 – Reunião extraordinária na residência de Manoel Brandão em caráter urgente
Após análise detalhada das propostas e curriculuns, foram aceitos como neo-acadêmicos os propostos por Mauro Paulino: Aparecida Camiloto, cadeira de Raul Soares, vagada por Clotilde; Miguel Gasparoni, cadeira de Levindo Coelho, vagada por Eduardo Coelho; Célia Mazzei, cadeira Regina Godinho Fernandes que se ocupa pela primeira vez; Celma Mazzei, cadeira Leocádia Godinho e Siqueira, vaga por José Lopes Pereira; Antonio Carlos Estevam, cadeira Otávio Braga, vagada por Sílvio Braga; Dimas Dario Guedes, cadeira Pe. Francisco Martins Corrêa, vagada por João Corrêa Netto; Rosa Serrano, cadeira Rosalina Brandão, vagada por Maria de Loreto; Marcirni Moura, cadeira de Ismael Gomes Braga, vagada por Francisco Arthidoro. A seguir, os propostos por Marum Alexander: José Altivo Brandão Teixeira,cadeira de Cesário Alvim, vagada por Ary Gonçalves; Ruimar Andrade, cadeira Wellington Brandão vagada por Fábio Barletta; Joaquim Carlos de Souza, cadeira Paulo Mendes Campos, vagada por José Dias Campolina; Cláudia Conde, cadeira Tarquínio Benevenuto Grandis, vagada por Floriano Peixoto de Mello. Seguem-se os propostos por Manoel Brandão: Ary Rosignoli, cadeira Major Lázaro Gomes, vagada por auto-demissão de Francisco De Filippo. Demais propostos, ou seja, Levindo Ferreira Barros, Roberto dos Santos Barbieri, Francisco de Carvalho e Paulo José Sabioni Milagres tiveram suas proposições sobrestadas por não haver vacância das cadeiras e por declinarem da nossa aceitação por motivos particulares. Foram aprovadas ainda as propostas de Marum Alexander, a seguir: Namir Emídio Teixeira, cadeira Cândido Martins de Oliveira, vagada por Francisco Xavier Pereira; Milton d’Ávila, cadeira José Gonçalves Sollero, vagada por Guiomar de Queiroz Pereira.
26/11/2005 – 59ª. Reunião – na Sociedade dos Viajantes – início 17h – Sessão Solene e Lítero-Musical de posse dos novos acadêmicos. Mestre de cerimônias: acadêmico Mauro Paulino. Sessão iniciada com 1 minuto de silêncio em memória dos acadêmicos falecidos no período de paralisação das atividades da Academia. Mesa formada: presidente Manoel Brandão, prefeito Dirceu Ribeiro, prof. Antonio Olinto e outras autoridades, atuando a acadêmica Thomyres como secretária “ad hoc”.Os novos acadêmicos foram convidados a tomar assento ao lado da mesa diretora, sendo que Ruimar e Dimas justificaram as respectivas ausências, ficando para serem empossados em futura sessão da Aule. Foi lido telegrama do vice-presidente José Alencar, justificativa de Marum Alexander pela ausência e cumprimentos de Honório Carneiro. Seguiu-se a execução do Hino Nacional e Aquarela o Brasil. Depois, a entrega das medalhas pelo sr. Prefeito Ribeiro. Cada acadêmico fez o elogio ao respectivo patrono. Após o juramento solene, o garoto Francisco Brandão Teixeira pronunciou saudação aos tios José Altivo e Manoel José. Antonio Olinto citou Ozanam Coelho como seu amigo de infância, lembrou a morte do ex-governador no dia da fundação da Aule, cuja criação era o seu grande desejo, disse. Olinto disse que Ubá precisa tornar-se um centro cultural da Zona da Mata, do Estado, com a Academia cumprindo o seu papel de defender a Língua Portuguesa... Prefeito Dirceu falou da sua disposição em ceder, em caráter permanente, sala da antiga Estação Ferroviária para funcionamento da Aule sem escadarias, mais acessível aos acadêmicos idosos; disse da importância de se fazer projetos para que os mesmos se convertam em obras. O presidente Manoel Brandão enalteceu a figura de Clotilde Vieira, fundadora da Aule, dizendo de sua educação, sua origem, seus talentos na pintura, na música, no canto, como escritora e poetisa. Seguiu-se a inauguração do retrato da nossa fundadora para afixação na sede da Academia, sendo fotografados ao lado da foto o acadêmico Iran Jacob, também fundador e ex-presidente, ao lado de Ana Maria, filha de dona Clotilde. Beatriz Vieira declamou o poema Apenas um olhar, de autoria de sua avó Clotilde, e juntamente com a outra neta, Rosilene, fez o agradecimento da família. Seguiu-se a belíssima parte lítero-musical com a rica participação de artistas como Aparecida Camiloto e seu irmão pianista José Maria, Ione Cusati, Milton d’Ávila, Célia e Celma Mazzei. Ao encerrar, o presidente dirigiu palavras elogiosas ao patrono Antonio Olinto e ao mestre-de-cerimônias acadêmico Mauro Paulino, vice-presidente da Aule. Pediu ajuda para resgatar os livros e pertences da Academia, agradeceu a todos os presentes e anunciou o lauto coquetel que se seguiu.
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20/12/2005 – sessão ordinária – na sede da Aule – Av. Roças, 163 - 2º. Piso. Início: 19h30min
Assuntos: modificações e alterações a serem propostas aos estatutos; apresentação de chapa para a mesa diretora, cobrança de mensalidades e outros assuntos. Presentes: Manoel, Joaquim, Marcirni, Iran, Estevam, Aparecida Camiloto, Ma. Alice, Cláudia Conde e Milton d’Ávila. José Xavier Gomes justificou sua falta por dificuldades de locomoção (escadaria). O presidente Brandão citou as vinte cadeiras, que passam a integrar o patrimônio da Aule, como doação sua e do seu irmão José Altivo. Decidiu-se pela mensalidade no valor de dez reais. Foi eleita por aclamação unânime a nova diretoria: presidente Manoel, vice Mauro, tesoureiro J. Xavier Gomes, 1º. Secretário Estevam, 2º. Joaquim Carlos, bibliotecária Ma. do Carmo Mello Coelho. Eleito também o novo Conselho Deliberativo: Iran, Ary, Miguel e Marcirni. Comissão de Artes: Aparecida, Milton e Cláudia. Estevam relatou a sugestão de Ma. do Carmo para a criação do Projeto Cinema de Graça, que ficou para ser analisado na próxima reunião. Joaquim sugeriu a realização de programa de rádio local. Brandão informou a existência de trabalhos literários em elaboração, dos confrades Mauro, Cláudia, Joaquim e dele próprio. Ficou acertada a nova reunião para o dia 20/01/2006. Assinaram a ata: Manoel, Estevam, Cláudia, Aparecida, Ary e Nicéas Vieira de Azevedo.

Observações: 1) As atas subseqüentes têm sido publicadas in totum nos sucessivos boletins da aule.
2) O espaço até aqui ocupado nos boletins com a publicação do “Histórico da Aule a partir da sua fundação”, pretendemos doravante disponibilizá-lo para a publicação de trabalhos assinados pelos confrades. Envie-nos o seu, VIA E-MAIL E JÁ FORMATADO.
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NOTA ESPECIAL DE AGRADECIMENTO ÀS
SECRETARIAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO E DE CULTURA,
PELO ENVIO QUE NOS FIZERAM DOS CARTÕES ABAIXO:
Convite para as comemorações do Dia da Manga em Ubá – patrimônio natural do nosso município – anunciando Concurso e frases, Mostra Gastronômica, Produtos da manga, distribuição de mudas de manga, plantio de mudas de manga, recreação e teatro. Local e data: Praça São Januário, 09/12/2007, de 9 às 13h – Informações – 3531-5803.
---------------------------------------------------------------------------------------- “Agradecemos sua mensagem de carinho e felicidade, terno gesto de grande apreço e generosa estima. Pedimos igualmente ao Deus-Menino que o sentido das comemorações de seu nascimento frutifique em cada coração, para que todos se sintam em paz, o mundo se torne melhor e o sorriso seja a única expressão das almas que buscam uma vida mais feliz, colorida pelo mais singelo amor. Que esse mesmo espírito natalino permaneça em cada coração por todos os dias do novo ano, para que a humanidade possa viver intimamente a graça e o sufrágio das mais puras alegrias”.

AO PRESIDENTE ODELAR SOARES, OS NOSSOS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS
A diretoria da Academia Ubaense de Letras, por questão de justiça, não poderia fechar este boletim sem incluir aqui esta nota especial de agradecimento à Associação dos Viajantes e Representantes Comerciais do Brasil, na pessoa do seu competente presidente ODELAR SOARES. A cessão do salão nobre para a realização das nossas solenidades, a receptividade, a boa acolhida aos nossos contatos com a Sociedade, as manifestações em favor dos nossos homenageados, inclusive com a presença física nas nossas comemorações, são alguns dos motivos que nos movem a este agradecimento. Aproveitamos para juntar os nossos votos de profícua gestão a essa diretoria e venturoso 2007 a todos os seus associados.

BOLETIM INFORMATIVO DA AULE
No. 7 ABR/2007

PARTE I - Editorial

Caríssimos confrades


A Academia não paralisou. Estamos lutando em todas as frentes, reformando o mobiliário a nós cedido em comodato pela Aciubá. Contratamos uma bibliotecônoma para levantar todo o acervo da Academia, a qual ainda não iniciou o trabalho devido à reforma do mobiliário, ora em curso e sendo realizada no recinto da Academia por um marceneiro, também especialmente contratado.

Até o Sesquicentenário estaremos com o salão mobiliado à altura da Academia e a biblioteca e demais documentos em perfeita ordem.

No campo cultural, estamos liderando na Comissão do Sesquicentenário o Festival de Poesia e Interpretação, a se realizar como um dos eventos dos festejos. Assim como iremos apresentar o Romanceiro da Inconfidência, da poetisa Cecília Meireles, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no dia 20 de abril, às 19h30min. A direção geral do espetáculo estará a cargo da nossa confrade Maria da Conceição Aparecida Camiloto Rocha Ramos, com a interpretação de acadêmicos.

Voltamos ao lugar comum da falta de pagamentos das mensalidades. Para que a Academia seja forte e respeitada, é necessário que os confrades quitem suas mensalidades, depositando na conta 0159.013.00004786-1, junto à Caixa Econômica Federal, na importância de R$ 10,00 mensais devida a partir de JAN/2006. Será que este valor é tão pesado, que alguns confrades não dispõem da quantia para recolher em favor da Academia?

Precisamos adquirir um computador com impressora e um aparelho de ar condicionado para a proteção do equipamento e do acervo da entidade (livros, utensílios, pinturas etc). Portanto, a sua contribuição é imprescindível, porque é a nossa única fonte de receitas, e o poder público em nada contribui.

Há confrades que já pagaram até 2008; outro que já quitou até abril de 2009. Por que, confrade inadimplente, não pode você colocar o seu débito em dia? Nossos balancetes demonstram, em todos os boletins, a situação individual dos acadêmicos, os valores recebidos e os pagamentos efetuados.

Se a Academia hoje tem algum acervo é por doações de confrades, como o acadêmico Ruymar Andrade, que brindou-nos com o conjunto de estantes de aço, e outros que doam tempo, num trabalho exaustivo – inclusive a elaboração deste Boletim – para que a Academia funcione e seja o que hoje é.

Trabalhar com Cultura no Brasil é das coisas mais difíceis, porque alguns acham bonito se dizer acadêmicos, todavia, para manter a Academia como um legado ao pósteros nada fazem. Prometem ajudar, mas o compromisso nunca se torna realidade.

Do Poder Público, só podemos agradecer à Prefeitura de Ubá, por nos alojar em um imóvel do município e dar suporte, através das Secretarias de Administração, de Educação e hoje a de Cultura, até para que este Boletim chegue ás mãos dos acadêmicos.

Os demais poderes, inclusive nas esferas estadual e federal, eles criam tantas exigências, que teríamos que contratar uma consultoria, a preço de ouro, para tentar obter alguma coisa, o que inviabiliza a consecução de qualquer benefício.

Então, só nos resta nós mesmos!

Avante acadêmicos!
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Em tempo:
1) No Cortejo Cultural, para o qual todos os acadêmicos foram convocados via e-mail e correios, e alguns até via telefone, a Academia ocupou lugar de destaque, apresentando o seu galhardete e teve a participação de 12 confrades durante todo o percurso do Cortejo, cuja cobertura jornalística completa foi publicada pelos jornais locais, mais amplamente no Gazeta Regjornal (duas páginas inteiras, inclusive muitas fotografias, a cores), edição ora nas bancas.
2) Valores em caixa e em banco - esclarecimento importante:
Os valores em caixa e em banco, conforme demonstrativos publicados neste Boletim, como em todos os boletins anteriores, destinam-se ao custeio natural da Academia com: móveis, utensílios, biblioteca – inclusive contratação de serviços, reforma e manutenção – e para a aquisição de equipamentos, ar condicionado, computador, impressora e scanner, internet banda-larga, telefone, material de expediente (inclusive cartuchos para impressora, papel-ofício e tudo o que é material de escritório) e tantos outros itens aqui não enumerados. Lembrando que a nossa única fonte de receita para arcar com todos esses pagamentos é a contribuição mensal de R$ 10,00 de cada confrade. A impressão das cerca 1.500 páginas (aí incluídas as perdas) deste Boletim, afora as centenas de páginas de correspondências outras, inclusive circulares, com o cartucho de impressora custando R$ 80,00 a unidade, dá, por si, a idéia do tamanho de um tipo isolado de despesa do qual a Academia só se livraria deixando a própria entidade de existir.
BOLETIM INFORMATIVO DA AULE
No. 7 ABR/2007


PARTE II - Literária



DIVINA CRIAÇÃO


Manoel José Brandão Teixeira
Ubá, 8 de março de 2007
Dia Internacional da Mulher





Deus mirou Seu paraíso,
E viu Adão tão triste... solitário!
Os olhos dele já não cabiam
Em tão grandiosa paisagem!

O Altíssimo,
Que tudo sabe, tudo vê,
Fê-lo dormir
Naquele instante!

Bela como as manhãs,
Meiga como o pôr-do-sol!
Esplendorosa como os arrebóis,
Perfumosa como o hálito das flores.
Daquele jardim que Javé criou.

Assim o Onisciente criou Eva
A mais perfeita obra
De Sua imaginação!







Embevecido,
Ao acordar,
Adão fitou-a!
Em êxtase...
Tocou-a!
Iniciando as gerações.

Hoje, as mulheres,
Fruto daquela inicial paixão,
Despontam em todas as ciências,
Laboram em todas as profissões,
Julgam com proficiência,
Comandam corporações!

Navegam em todos os mares,
Vão além,
Acima de todos os ares,
Tudo fazem com meiguice nos olhares
E amor nos corações!

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A responsabilidade da gestão orçamentária
Antonio Carlos Estevam *
acestevam@oi.com.br

Minhas parcas noções de economia, direito, administração e contabilidade pública e orçamentária remontam a trinta anos. Eu cursava Ciências Contábeis na Fundação Visconde de Cairu, trabalhando (concursado) no Departamento Financeiro da Caixa, em Salvador. Ali era centralizada a escrituração, inclusive os empenhos, das áreas meio e unidades de ponta, em âmbito estadual (Bahia). O aprendizado acadêmico, aliado à leitura regular obrigatória das Normas de Serviço e ao acompanhamento sistemático das instruções, desde aquele tempo, parece autorizar-me a sugerir que:

A investidura nos cargos de chefe de Poder Executivo e de legislador deveria ser condicionada a comprovação – conquanto apenas via teste básico – de alguma noção (não formação), no setor, por parte do eleito.

É-me difícil acreditar que ainda assim seria comum, na conduta dos governantes, a condenável praxe de centralizar em seus respectivos gabinetes a administração/decisão – não o mero controle – dos orçamentos das diversas secretarias (ou ministérios). Apresentam como justificativa a necessidade de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. (Refiro-me às despesas cuja realização depende de saldo na conta de dotação e de autorização/empenho, que não aquelas como folha de pagamento e encargos sociais, que, autorizados ou não, têm que ser pagos). Ora, se a chamada Orçamentação Pública aloca valores nas rubricas por área administrativa, como admitir a total falta de autonomia do gestor de determinada pasta para administrar o seu próprio orçamento? Secretário ou ministro é, afinal, cargo de confiança do administrador mor, cujo preenchimento depende da livre vontade do nomeante (ele). Ademais, a participação direta e de forma generalizada do mandatário – ou de alguém por ele “designado oficiosamente” – no autorizar cada empenho, parece anular em grande parte a necessidade da figura do chefe de primeiro escalão. Mesmo porque, as respostas para “tem recursos...? e “posso utilizar?” soam evasivas, indeterminadas... um jogo de empurra. Como decidir, afinal, a implementação de planos para a área sob a “minha” responsabilidade?

Pois bem. Daí já podem resultar vários prejuízos, dentre eles: 1)emperramento da máquina e sobrecarga para o vértice superior da pirâmide administrativa, com dificuldades de organização no andamento do serviço e as naturais conseqüências disto; 2)pesado e injustificado ônus ao bolso do contribuinte, ao ser mantida uma inoperante estrutura de Poder.

Agora, o que tem a ver com isso a figura do legislador? – perguntaria o leitor. É o que faltava considerar. Ora, sabe aquelas mudanças de valores de uma rubrica para outra, que o Executivo com muita freqüência encaminha para aprovação pelo Legislativo? Um expediente que se justifica, eis que não existe orçamento perfeito, porém perguntamos: Você já reparou, por exemplo, que sói não constar, na publicação dos atos oficiais, o nome de cada rubrica, mas apenas o código? Já se deteve em pensar no dispêndio de tempo que exigiria do legislador proceder à necessária análise conjunta e julgamento da justificação de cada operação daquelas? E mais: que por este motivo e outros – como, por exemplo, a falta do conhecimento que foi defendido acima como necessário também ao legislador – acaba a matéria sendo votada em bloco, sem ao menos se saber o que se está aprovando? Já observou que há, nesse emaranhado, valores elevados e em grande quantidade, cuja soma faz sentir como se o Orçamento (fixação da Despesa anual com base na previsão de Receitas) fosse apenas figurativo?

Feitas estas reflexões básicas, resta lembrar, enfim, que a excessiva centralização de poder – nos termos em que foi colocado acima –, altamente condenada hoje pelas boas normas de administração, além de tender a resultar em má qualidade da gestão da coisa pública, com os prejuízos mencionados, historicamente tem sido um facilitador para a malversação, propriamente dita, dos recursos.

(artigo publicado no Gazeta Regjornal, edição de 28/3/2007)























RIP
Honório Carneiro – ano 1973 (*)




Não, senhor agente funerário,
absolutamente não!
Eu não quero comprar um lote
no suntuoso e aprazível
Cemitério do Parque da Colina.
Sei que lá,
nos verdejantes gramados
que a brisa é fresca,
é belo o horizonte,
que se bebe cerveja gelada
e que se ouve música em hi-fi.
Mas eu não quero nada disso não.
Além do mais,
não estou pensando em morrer tão cedo
e quero,
com a graça de Deus,
ainda viver muitos anos
e ter muita felicidade em minha vida.
Pode guardar seus papéis.

E,
quando eu morrer,
não precisa vir oferecer,
à família enlutada,
estes sete palmos de terra tranqüila
do cemitério do Parque da Colina.






Eu quero repousar é lá em Ubá,
minha terra natal,
onde não tem gramados verdes,
nem play-ground,
nem cerveja gelada
e nem vista panorâmica.

Mas,
tem uma coisa que aqui não tem:
frente para a Rua da Paz,
para eu descansar em paz.
E tem a terra que me viu nascer
e que guardará,
para sempre, em seu seio,
ao lado de meus pais
Maria Camila e Neném Carneiro,
as cinzas de um filho que é,
antes de tudo,
um ubaense...



(*) NOTA: O comendador Honório Carneiro completou, recentemente, 80 anos bem vividos, sendo na ocasião abraçado pelo presidente Manoel Brandão. A Academia roga ao Criador pela sua longevidade com saúde e paz. E que seja mesmo adiada infinitamente a aquisição do “seu lote no Santo Antônio”.














MÃE LUZIA


Poema de Mauro Paulino, cadeira n. 22 patrono Maestro João Ernesto
Da academia Ubaense de Letras
Para a Sra. Maria Luzia Brandão Teixeira
Mui digníssima genitora de tantos amigos(as) e conhecidos meus, entre os quais o Raphael (que não é anjo mas meu irmão de farda) e especialmente o dr. Manoel José Brandão Teixeira meu confrade na Aule nesses tempos atuais.
Com certeza, dona Luzia é também um pouco nossa mãe.
Ubá, 30 de outubro de 2006.


Mãe Luzia!
Outro dia
Eu pensei que podia,
Sentir-te um pouco,
Ou muito,
Que eras minha mãe!

Mãe Luzia,
Que naquele dia,
Qual santa imagem
Eu via, oh, doce miragem
A mover os lábios,
Na prece muda,
Qual roçar suave
Da branda aragem
A buscar o consolo
Das altas e celestes moradias.

Mãe Luzia,
De olhar tão puro e terno
Como do céu luzeiro,
A clarear-me o escuro
Das estradas da vida
Que no passar do tempo
Das vivências, a sós procuro,
As lembranças antigas dos tempos de inverno
Seus conselhos para a existência que permeio.
Em outra estrada talvez já esquecida.

Mãe Luzia, de mãos trêmulas
Mas de voz até calma e certa
De falar ainda de forma tão correta,
Na brandura da velhice
Que não lhe rouba apesar disto a meiguice.

Mãe Luzia,
Quisera eu ainda
Encontrar teus olhos, qual claro fanal
Neste parvo poema que agora eu te faço,
Com meus sonhos perdidos de rapaz
Quando a velhice nos meus olhos já se faz
Reencontrar pudera teu acalanto melodioso,
Amável e consolador, amigo e maternal
Qual cantar d’anjos na morada do Todo-Poderoso,
No antigo ninho sempiterno
Do teu divino e maternal regaço!

Mãe Luzia,
Por que choras?
Ah, tu não choras agora.
Sorris!

3 comentários:

  1. Boa noite, gostei muito do poema. Também sou escritora e vou tomar posse numa academia aqui em Santa Catarina. Estou a procura de modelos de juramento para a posse. Fiz pesquisa no google, mas só encontrei juramentos médicos, maçons, educacionais, etc.... Se você tiver algum modelo, favor repassar para o e-mail susanazilli@gmail.com. Abraços, Susana

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  2. Boa Noite! Eu estava pesquisando sobre a família Moura Estevão, que tem sua raiz em Ubá-MG e acabei encontrando esse blog. Gostaria de saber se seu sobrenome é, originalmente, "EstevÃO". Apenas por curiosidade.

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  3. Boa Noite! Eu estava pesquisando sobre a família Moura Estevão, que tem sua raiz em Ubá-MG e acabei encontrando esse blog. Gostaria de saber se seu sobrenome é, originalmente, "EstevÃO". Apenas por curiosidade.

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